Sim, sei que é chegado o tempo. A hora da necessária descolonização da mente e repovoamento das minhas aldeias idéias. O processo é árduo, exige esforço continuo para identificar o que do colonizador está em mim disfarçado de nativo e expulsá-lo para além das minhas fronteiras. Percebê-lo em mim é perceber a mim como realmente sou (ou deveria). Saber que a história de dominação forjou medos e pudores que eu não precisava ter do lugar legitimo de ser com as ancestralidades que tenho. Algumas coisas são bem obvias e fáceis de ser notadas, outras, exigem uma lupa que amplie a visão sobre as coisas imperceptíveis mas que estruturam imensas crises.
Nem rápido, nem fácil, porém, necessário.
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