Com a mente carregada e o espirito sedento, escrevo e escuto The Beatles. Penso, canso, deito, choro, acho graça, leio, pinto e paro, penso, canso, deito, sinto, choro e tudo sempre se repete num ciclo esquizofrênico sem nunca se encerrar.
Com a mente carregada percebo que não tenho como levar adiante essa ânsia maldita de me concluir, de me responder, de me resolver, isso é impossível dada as minhas enormes tendências por furacões.
Com o espirito sedento olho quão largo é o horizonte do que quero e como tudo transborda em possibilidades que são barradas logo a frente pelas limitações, paro e recolho o que posso da água que jorra do universo sabendo que o possível é e será, mesmo assim continuo querendo um tanto mais.
Com a mente carregada e o espirito sedento grito mesmo sem abrir a boca porque carrego até no olhar a revolta e até no passo leve a caminhada ativa de quem não suporta as meias estações, as meias palavras, os meios sentimentos ou as meias revoluções.
Porque em muitos momentos até o tudo ainda é muito pouco permaneço insistente na dança do pé miúdo, de olhares rasteiros e da busca constante.
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